segunda-feira, 18 de setembro de 2017

Quando o aborto se mete com o diabo.

Tem 7 dias este single, ou seja, está acabadinho de sair do forno! E é o primeiro avanço para o décimo álbum de originais da super-estrela americana Marilyn Manson. Dia 6 de Outubro conheceremos o resto de "Heaven Upside Down", mas pela amostra, inclusive do videoclipe, é mais do mesmo, ainda que o mesmo seja, em largos momentos, bom.



Ao que parece, o pedaço de merda (tradução literal) do Justin Bieber andou a meter-se com o senhor Manson. Podem ler mais sobre a história aqui. Quanto a Bieber, pouco mais poderão obter deste blogue, pois não temos a tendência para falar sobre abortos musicais. Mas sobre a questão de Marylin Manson ser ou não relevante... Bom, pode gostar-se ou não da personagem, da imagem, da música, etc., mas "Portrait of an American Family", "Antichrist Superstar" ou "Mechanical Animals" nunca serão notas de rodapé na história da música.

"Dope Hat", de "Portrait of an American Family", de 1994:



O inevitável "Beautiful People" e o não tão expectável "Antichrist Superstar", do álbum "Antichrist Superstar", de 1996:





E "mOBSCENE", do álbum de 2003 "The Golden Age of Grotesque":


O regresso da Rainha.

Lançado no passado dia 25 de Agosto, o sétimo álbum de originais dos Queens of the Stone Age intitula-se "Villains". Na verdade, quase que poderíamos afirmar que não se trata de um álbum novo, considerando que muitas das canções aí vertidas já eram conhecidas do público, fossem por terem sido tocadas ao vivo, por terem sido singles ou por fazerem parte de teaser trailers de suporte ao lançamento do álbum.

É mais um bom passeio que nos é oferecido pelos QOTSA, que apesar de já não terem muita cartas novas na manga, nos continuam a presentear com o melhor stoner rock que se faz.

Ao vivo, "The Evil Has Landed".



E para recordar, dois sucesso antigos. Este "Little Sister", do álbum "Lullabies to Paralyze", de 2005



e "No One Knows", de "Songs for the Deaf", de 2002.

sexta-feira, 15 de setembro de 2017

O inverno do nosso contentamento.

Nos próximos dias, metade deste estabelecimento vai andar por aqui. Ao som destes senhores e de outros conterrâneos.

Até breve!

Meia hora de sonho.

Chama-se "Antisocialites", é o segundo álbum dos canadianos Alvvays, tem dez músicas e menos de trinta e três minutos de duração. E é um daqueles cometas que aparece no firmamento pop de dez em dez anos. Sim, é assim tão bom.

Lançado no início deste mês, já tem dois singles para mostrar: "In Undertow" e "Dreams Tonite", as duas primeiras faixas do disco. O vídeo do primeiro single foi realizado por Joe Garrity, mas o destaque vai para o vídeo de "Dreams Tonite", de Matt Johnson, que é uma curiosa participação da banda na Exposição Mundial de 1967, que teve lugar em Montreal, tudo graças a um belíssimo trabalho de montagem digital a partir dos arquivos visuais da National Film Board of Canada.





Vozes.

A indústria da música mudou significativamente nas últimas décadas, com o advento do digital e a perda de importância das editoras. Hoje, qualquer gato pingado, nomeadamente eu, pode lançar um single feito a partir de casa no computador. Daí que a qualidade musical tenha, na maioria dos casos, passado para um plano secundário, prevalecendo agora projectos em que quase tudo vale menos a... música! Basta ver as aberrações nojentas que são coisas como Justin Bieber, Miley Cyrus ou, em Portugal, o adaptador Tony Carreira.

Nos tempos idos, ter uma boa voz - ou pelo menos uma voz característica - era um passo importante para o reconhecimento. Não precisamos de estar a ver o videoclipe para saber que quem está a cantar é o Bono, a Tanita Tikaram ou a Alison Moyet. Mas quando a voz é... característica demais?!

Para mim é esse o caso da Mette Lindberg, vocalista dos The Asteroids Galaxy Tour (TAGT). O registo e a voz muita aguda passam bem em uma ou duas canções, mas a partir daí começa a mexer num nervo qualquer que tenho para aqui e torna-se difícil continuar. Algo irrelevante, naturalmente, pois a senhora tem muitos fãs, a que a sua figura de Barbie não é alheia.

Os TAGT ficaram bastante conhecidos em função da Heineken ter utilizado uma das suas canções numa campanha mundial dessa cerveja. Certamente que se recordam deste "The Golden Age".



Fiquem também com o mais recente "Heart Attack", do álbum de 2012, "Out of Frequency".

quinta-feira, 14 de setembro de 2017

U.F.O.'s

"Run" é o single de avanço para o nono álbum de originais dos Foo Fighters, intitulado "Concrete and Gold", cujo lançamento é já amanhã, dia 15.

Não é um mau single, tendo em consideração aquilo que a banda nos tem oferecido nos últimos álbuns, mas também não traz nada de novo, na eterna ligação que os Foo Fighters tentam fazer entre o mainstream, os ouvintes da MTV e o hard rock. As concessões são sempre lixadas e os resultados que daí advêm demonstram-no.



Já lá vão os tempos áureos destes pseudo-herdeiros dos Nirvana - que nunca o procuraram ser, verdade seja dita - designadamente no primeiro de originais, homónimo, e em especial no segundo, o fantástico "The Colour and the Shape". Mas os tempos eram outros, as modas também, e a banda apenas tentou ir adaptando-se às épocas em que vive, encabeçando cartazes do Rock in Rio ao lado de nomes tão sonantes como 'N Sync, Britney Spears ou Ivete Sangalo. Lá está, concessões...

Do álbum "Foo Fighters", de 1995, "I'll Stick Around"; e do álbum "The Colour and the Shape", de 1997, "Everlong".



quarta-feira, 13 de setembro de 2017

Está tudo dito.

Chama-se "Cover Me", é a melhor música do mais recente trabalho dos Depeche Mode, "Spirit", e o vídeo é realizado por Anton Corbijn.