quarta-feira, 29 de março de 2017

Dourar a pílula.

Vinte e dois anos depois, os Slowdive regressam aos discos, com um álbum homónimo, que sai no início do mês. A primeira amostra é este "Sugar for the Pill" e deixou-nos a esfregar as mãos de contentes! E uma passagem por Portugal, numa sala como deve de ser, fora dos festivais?

O vídeo é de in/out.

Mas que raio há no ar da Nova Zelândia? - II

Chama-se Aldous Harding e prepara-se para editar "Party", o seu segundo álbum de originais, pela respeitável 4AD. Se esse selo de qualidade já era suficiente para despertar a curiosidade, ao descobrirmos o mais recente single, "Imagining My Man", percebemos que temos de estar muito atentos a esta neozelandesa.

O vídeo é de Charlotte Evans.

terça-feira, 28 de março de 2017

Luz soberba.

O EP chama-se "3 O'CLOCK" e marca o regresso dos Blonde Redhead aos discos. O single de promoção do trabalho é este ""Golden Light", que teve direito a um belíssimo vídeo de Virgilio Villoresi e que merece a vossa atenção pelas técnicas de cores e luz usadas, como o texto abaixo explica:

The video features the RGB optical illusion, a device that also Mario Bava used in his horror masterpieces. There are no post-production effects and everything is handmade, recreated live. The illusion takes advantage of complementary lights to show a red, blue or green drawing each time, depending of the color of the light projected.

segunda-feira, 27 de março de 2017

Too many quotes will kill you...

Trazemos hoje dois exemplos do enjoo que as ondas de revivalismo começam a causar. Dois projectos europeus, uma dupla alemã: os HAERTS (agora a residirem em Nova Iorque) e o sueco Jens Lekman (que parece que continua pela Suécia). O último é um daqueles tipos que tem merecido o nosso respeito: álbuns interessantes, com letras inspiradas e um apurado sentido pop. Dos alemães, pouco conhecíamos, a não ser que tentavam fazer singrar o seu synth-pop em Brooklyn, a terra do leitinho e mel dos hipters.

Lekman tem um álbum novo, "Life Will See You Now", aqui representado pelo single "How We Met, The Long Version", e os HAERTS têm um single novo, "Your Love". Em comum? Citações sonoras. Descaradas. Pouco subtis. Ou é final dos 70s ou é os 80s. Ou é isto ou é aquilo, mas com as cuecas à mostra. Não há cá vergonha, nem pudor. Tudo bem, fazem música para gente nascida no final do século XX, ou no início do século XXI, que não é obrigada a saber o que é que se ouviu no tempo dos pais. Está bem, está bem.

Não, pá, não está nada bem! Querem brincar ao Kool & The Gang ou à Belinda Carlisle, brinquem, mas ao menos agradeçam-lhes nos créditos finais, sff!



Vídeo de Keyvan Haghighi.



Vídeo de Julian Klincewicz.

sexta-feira, 24 de março de 2017

Colagens.

No outro dia coloquei uma posta sobre uma música dos Digitalism intitulada Pogo. Isso arrastou a minha memória para outro Pogo, neste caso o músico australiano Christopher Nicholas "Nick" Bertke, nome de palco... Pogo!

Fui então ver o que anda o homem a fazer e saiu esta coisa muito actual:



Como se percebe, a característica principal das suas obras é o patchwork musical que serve de técnica de construção de novas peças sobre sons que nos são familiares. Como base a opção é por algo dentro da corrente downtempo, como é o caso do próximo vídeo, com sons que lembram Bent ou Lemon Jelly.

No mínimo diferente!

quinta-feira, 23 de março de 2017

Canções de uma vida.

São cinco discos, cinquenta canções, mais de duas horas e meia de música. De 1966 a 2015, Stephin Merritt canta-nos histórias da sua vida, recordações e experiências no novo "50 Song Memoir". Todos os dias têm saído vídeos a ilustrar as músicas dos álbuns. Como não conseguimos acompanhar uma produção tão exaustiva, nem fazer a cobertura que este trabalho merece, decidimos juntar uns quantos das últimas semanas. Assim, por ordem cronológica temos: "'68 A Cat Called Dionysus", "71 I Think I'll Make Another World", "'85 Why I Am Not a Teenager", "'88 Ethan Frome" e "'92 Weird Diseases".

Os vídeos contam com as contribuições de Alex Petrowsky, Stephanie Beattie, Alex Basco Koch e José Zayas.









Cura musical.

Tal como milhares de pessoas nos lêem diariamente, também eu vou lendo um ou dois escribas musicais que considero terem um mínimo de qualidade que justifique o dispêndio de alguns minutos do (escasso) tempo disponível. É o caso do Vítor Belanciano, um tipo porreiro e que pensa o que escreve.

Saiu ele hoje com um artigo no Público sobre Kelly Lee Owens. E não é que eu já estava para fazer uma posta sobre a rapariga já há algum tempo?! Maravilha! Assim, é só colocar um link para o artigo do Vítor (que é pago para isso) e refastelar-me à espera do gordo e do seu Preço Certo.

Público - Kelly Lee Owens