terça-feira, 30 de maio de 2017

Vamos a la playa!

Ainda que os próprios não gostem de ser incluídos no grupo das surf band ou do surf rock, certo é que os The Ventures pavimentaram o caminho para muitos grupos que trilharam o caminho do rock associado à imagem do surf, cujo expoente máximo são provavelmente os The Beach Boys. Mas os The Ventures são reconhecidos por muitos outros motivos para além do apelido que lhes ficou colado: "The Band that Launched a Thousand Bands". São, na verdade, a banda instrumental com mais discos vendidos em todo o mundo, apostando num virtuosismo instrumental e experimentação com efeitos de guitarra que era bastante incomum à época (ou antes dela).

Este "Walk Don't Run" foi single do primeiro e homónimo LP da banda, editado através da extinta Dolton, hoje mais um nome esquecido no portefólio da gigante EMI, ela própria também fragmentada entre a Universal e a Warner. Numa altura em que o rock era pouco mais do que o Elvis Presley, o sucesso do álbum e da banda só reflecte a qualidade das músicas e, em especial, dos músicos. E é por isso que quase 60 anos depois ainda os ouvimos!

quinta-feira, 25 de maio de 2017

Model X.

A Tesla Motors tem um modelo que, na minha opinião, é muito bonito: o X. É um SUV (como agora está na moda) eléctrico com 565 quilómetros de autonomia e que é, para além disso, extraordinariamente rápido, ao acelerar dos 0 aos 100 quilómetros por hora em apenas 3,1 segundos. É o avanço tecnológico a chegar finalmente à indústria automóvel, mais concretamente ao combustível que move as viaturas.

Por falar em modernidades, o vídeo para este "Fantasy", dos Tesla Boy, tenta demonstrar simplisticamente uma alteração comportamental cada vez mais comum, reflectida em vidas passadas em frente a um computador ou a sexo virtual. Parece que o contacto directo entre humanos cansa e que é preferível estar atrás de um ecrã a ver o mundo. Isso e a banalização do sexo, tal como também se banaliza um atentado terrorista islâmico: olha, foi mais um.

Do álbum "The Universe Made of Darkness", fiquem com este "Fantasy" e com um vídeo NSFW.

quarta-feira, 24 de maio de 2017

The owls are not what they seem.

Rejubilai!
"Twin Peaks" está de volta!

A mítica série criada por David Lynch e Mark Frost regressou para a sua terceira temporada. Os ambientes estranhos e as narrativas bizarras de "Twin Peaks" sempre foram apoiados por uma banda sonora irrepreensível, a cargo de Angelo Badalamenti. E a aposta sonora para esta nova temporada começa muito bem, com o convite aos Chromatics, de Johnny Jewel, para comporem músicas para a série e fazerem uma perninha no final do segundo episódio, com a canção "Shadow". A canção é de 2015 e já tinha um sabor de tributo ao trabalho de Badalameti em "Blue Velvet" e em "Twin Peaks", lembrando a eterna Julee Cruise.

As novas músicas dos Chromatics para a banda sonora de "Twin Peaks" podem ser encontradas no álbum "Windswept", editado este mês.

O vídeo de "Shadow" foi realizado por Rene & Radka.

Defected.

A Defected Records é uma editora britânica independente, especializada em House Music, que ao longo dos anos tem lançado um sem número de artistas e singles com elevado sucesso. Do seu catálogo fazem ou já fizeram parte artistas como The Shapeshifters, Bob Sinclair, Miguel Migs ou Inner City.

Este "Need in Me", do DJ italiano Flashmob, foi mais um êxito para a editora. E percebe-se porquê: um House limpo, com uma parte de coro pequena e sem ser ostensiva, um loop da linha de baixo interessante e sem ser cansativo (por repetitivo), a construção típica de um clássico do género e sem soar demasiado a Ibiza.

No site da Defected há uma rádio onde podem ouvir mais algumas das coisas que a editora está a lançar:

http://defected.com/radio

terça-feira, 23 de maio de 2017

O Santo.

Bom, isto começa a parecer uma página de obituários, mas a série de mortes de músicos ou artistas que nos dizem algo tem sido sequencial e infelizmente a pouca forma que temos de os homenagear é recordando algum tema ou facto associado a eles.

Hoje foi a vez de Roger Moore, muito associado à personagem do James Bond mas, para mim, a figura perfeita para encarnar a personagem criada por Leslie Charteries no final da década de 20 do século passado: Simon Templar. "O Santo" foi uma série de enorme sucesso internacional, a que Portugal, apesar da ditadura que se vivia, não escapou.

Já a música que acompanha este post pertence à banda sonora do filme de 1997, realizado por Phillip Noyce e com Val Kilmer no papel principal. O filme é so so mas a BSO é fantástica, a começar pelo tema principal, a cargo dos Orbital.

quinta-feira, 18 de maio de 2017

R.I.P. - XII-A

Porra, um gajo acorda e é logo martelado com uma notícia destas!!! Um tipo sabe que estas estrelas do rock raramente levam vidas regradas mas se o Mick Jagger e o Iggy Pop ainda cá andam, nada podia fazer prever que o Chris Cornell nos abandonasse assim tão repentinamente.

Com passagens pelos Soundgarden, Temple of the Dog e Audioslave, resta-nos homenagear um dos pilares do movimento grunge, detentor de uma fantástica e inconfundível voz. Sad day.



R.I.P. - XII

Faleceu Chris Cornell.

Tinha 52 anos e suicidou-se por enforcamento. Recordamos hoje uma das melhores vozes a sair da cena grunge da década de 1990, através das três bandas que o norte-americano ajudou a imortalizar: Temple Of The Dog, Soundgarden e Audioslave.