quinta-feira, 15 de fevereiro de 2018

Volume no máximo!

Grande regresso dos escoceses Franz Ferdinand, com a canção título do novo álbum, "Always Ascending". Sem Nick McCarthy, os Franz Ferdinand fizeram duas contratações para a banda: Dino Bardot nas guitarras e a grande surpresa nos teclados/sintetizadores, Julian Corrie, mais conhecido como Miaoux Miaoux, o famoso produtor e músico inglês, responsável por remisturas para os Belle And Sebastian, Arab Strap, CHVRCHES, entre outros.

Não sabemos se é dos contributos de Corrie, se foi por escolha de Alex Kapranos, mas o novo álbum tem umas faixas bem apontadas à pista de dança.

O vídeo é dos nossos conhecidos AB/CD/CD, o colectivo francês que já nos tinha dado esta maravilha.

R.I.P. - XV

Apesar de virmos com cinco dias de atraso, não queremos deixar de prestar homenagem a um dos grandes compositores do século XXI, o islandês Jóhann Jóhannsson, que faleceu no sábado, dia 10, em Berlim.

Citamos o crítico inglês do The Guardian, Joe Muggs, após ter visto Jóhann Jóhannsson ao vivo no The Barbican, em 2012: He makes music for endings, shut-down mines, obsolete mainframe computers and failed utopias ... the notes fade away, the stories have already finished, everything ends.

E que melhor maneira de homenagear, do que recordar a passagem de Jóhann Jóhannsson pelas Icelandic Airwaves, da KEXP, em 2011.

quarta-feira, 14 de fevereiro de 2018

Valentina. Mas não a Torres.

Para quem leva a sério o mercantilismo associado ao dia de hoje, deixo-vos com uma sugestão de banda sonora: "Valentine", do nosso amigo Jonathan Bree. É o terceiro single a ser retirado de "Sleepwalking", o último álbum do músico, que não há maneira de ser lançado...

quinta-feira, 8 de fevereiro de 2018

Pelas ondas da rádio - XVII - edição islandesa!

É uma tradição desde 2010: a KEXP assenta arraiais em Reykjavik, para as Icelandic Airwaves e apresenta ao vivo uma série de artistas islandeses. Da edição de 2017 destacamos uns repetentes, os obrigatórios Gusgus, e uma estreia: The Colorist Orchestra & Emiliana Torrini. Duas actuações intensas de dois estilos bem diferentes. É favor ouvir e dançar.





quarta-feira, 7 de fevereiro de 2018

Eles e o Michael.

Gostamos de gente que não se leva a sério.

Os MGMT de Andrew VanWyngarden e Ben Goldwasser têm feito um trabalho louvável a minar a popularidade que ganharam com o seu disco de estreia, "Oracular Spectacular", de 2007. Não que o álbum fosse mau, longe disso. Basta pôr a tocar "Kids" e "Time to Pretend" e há gente a dançar. Mas a dupla não soube digerir o sucesso e todo o hype à volta do disco. Vai daí, lançaram "Congratulations" (2010) e "MGMT" (2013), álbuns que deixaram muitos fãs baralhados e críticos irritados. Mais alternativos e menos orelhudos, eram discos que pediam disponibilidade para serem escutados diversas vezes. E depois os singles eram servidos de vídeos ainda mais desafiantes.

Chegamos a 2018 e, a dois dias do lançamento oficial de "Little Dark Age", recebemos o mais recente single, "Me and Michael". A quarta faixa do disco é uma paródia fantástica aos hits da década de 1980. Não sabemos se foi da inspiração dos artistas convidados (Ariel Pink e Connan Mockasin) ou se foi obra dos produtores (Patrick Wimberly e Dave Fridmann), mas aquilo que nos chega aos ouvidos é retro-pop-chunga dos 80s muito bem feito (ou plagiado) e que se torna uma constante ao longo de todo o disco. E isso é bom? É sim, senhor!

E se os acusarem de irem na moda de recriar o som da última década original, eles, pelos vistos, não se importam. Basta ver a magnífica campanha de promoção de "Me and Michael". Quem se dá ao trabalho de pôr uma banda filipina a cantar uma versão do single, com a produção do próprio Dave Fridman e do realizador dos vídeos, Joey Frank, é porque não se leva muito a sério. E nós agradecemos!

E aplaudimos!!



P.S.: para os curiosos das figurações o actor que surge no vídeo é o irmão do Steve Buscemi, Michael Buscemi! Me and Michael, nudge, nudge...

Perguntas e perguntas...

É sempre com alguma tristeza que vemos uma banda, que gostamos, acabar ou algum dos seus integrantes sair ou falecer. Neste último caso, há situações em que faz sentido continuar, outras nem por isso. Pessoalmente, creio que estar a ver os Queen sem o Freddie Mercury não faz sentido nenhum; mas, por outro lado, já vi os Alice in Chains sem o Layne Staley e gostei bastante. Por último, nada contra o Zé Pedro, antes pelo contrário, mas a morte do mesmo teria sido uma boa oportunidade para se acabar de vez com a praga Xutos & Pontapés. Infelizmente não tivemos essa sorte.

Tudo isto a propósito dos Yazoo, Depeche Mode e actos conexos. Como teriam evoluído os Depeche com o Vince Clarke na banda? Significaria que não existiriam os Yazoo e os Erasure? Ficámos a perder ou a ganhar? Bom, se disso resultasse que não teríamos este "Situation", fico então feliz por ter visto o Vince Clarke a escolher outras paragens. Mas... como seria a interpretação desta canção pelo Dave Gahan? Questions, questions...

terça-feira, 6 de fevereiro de 2018

Traças.

Uma colaboração entre os Burial e os Four Tet nunca pode deixar a comunidade electrónica indiferente, ainda que os resultados por vezes pareçam mais uma colagem de blocos musicais criados à distância, sem uma verdadeira comunhão entre os seus criadores. Não é o caso deste "Moth", música que parece demonstrar que o duo se sentou e produziu o resultado presencialmente.

Um bocadinho mais Burial do que Four Tet, construída à volta de um loop suave e melódico, é um bom aperitivo para o que estes dois produtores podem fazer em conjunto.